Tempo de morrer® - em 26 de agosto de 2005


Chega uma hora que a gente deve morrer.
Decidir morrer.
Morrer para vários vícios,
Morrer para os velhos pensamentos,
Morrer para você,
Morrer pelo “de sempre”,
Morrer pelo hoje.
Se a decisão está tomada
É porque já há algo construído
Querendo atuar,
Querendo se mostrar
Diferente do antigo.
Não é trocar de máscara
Ou de pele, como faz a víbora.
É se transformar,
Renovar o antiquado,
Rebuscar o que há de bom.
Ser melhor.
Ser feliz.
Morrer sem abandonar a vida.
Morrer para nascer de novo.
Morrer para nascer um novo.
É...
Já é hora de morrer...

Prêmio® - em 03 de julho de 2005


(*Pedido feito, oração atendida! Deus é bom demais e já me presenteou com Carol.)


Do coração do Pai
Há um presentão pra mim.
Não é de aniversário,
Não é por merecimento (nunca seria!)

É certo que me dará
Porém, indeterminado é o dia
E seu prazo de validade.


A gente, como criança,
Cria toda aquela expectativa
Por querer saber logo o que é, quem é.
Mas me é pedido esperar.
Esperar e se preparar,
Pois o valor é incalculável
E necessito estar apto, pronto e maduro
Para cuidar dessa preciosidade.

É uma jóia!
E não posso ser condição desfavorável
Para o trabalho constante e perfeito do Ourives-Artista
Preciso e desejo encher-me
Do caráter do Pai
Para que não frustre
A 3 corações.

E assim, possa recebê-lo:
Imerecido prêmio,
De beleza rara,
De valor incontestável.
Prêmio pelo qual serei eternamente apaixonado.

Tempo III® - em 13 de agosto de 2005


A cada alvorecer

Deve despertar um novo Hagen,

Um novo João, uma nova Maria

(*Se inclua nessa!)

Conscientes de sua fragilidade,

Da incapacidade de realizarem as coisas sozinhos,

Sem a ajuda de Deus.


Devem nascer

Homens e mulheres

Limpos de seus erros e pré-conceitos

Prontos a enfrentar o tempo.

O nosso tempo.

Os nossos dias.

Agarrados à Palavra e

Sob o cuidado do Senhor.


Deve brotar nos corações

O divino desejo,

O sublime querer

De ser diferente

Em nosso tempo.

Em nossos dias.

De levar transformação de vida

Às vidas perdidas,

Escravas desse tempo.

Enganoso tempo.


Pois esse é o motivo

Que alimenta o coração do Pai

A nos levantar

Dia após dia:

Em tempo e fora de tempo

Anunciar as boas-novas dos Céus.

Tempo II® - em 13 de agosto de 2005


O tempo não pára.

Construções de nosso ser

São uma constante,

Mas nossa vida não é uma escalada alucinante.


Em meio a diferentes vivências

Necessitamos parar,

Refletir e, algumas vezes,

Desconstruir.

Remodelar,

Repensar vícios do passado,

Comportamentos atuais,

Futuros passos e planos.


Não é fácil derrubar modelos engessados

Que nos incomodam.

Acomodamos-nos e permitimos

Que estes se fixassem

À nossa personalidade.

Mas é necessário transgredir,

Desejar mudança,

Romper dia após dia.

Desconstruir para reconstruir.


Tempo perdido? Jamais!

Ele segue sem pausas,

Sem tropeços.

Nós crescemos,

Erguendo e derrubando desafios.

Podemos cair, vacilar,

Mas seguiremos,

Não deixaremos de aprender.


Aprender, inclusive, a usar o próprio tempo

A fim de alcançarmos

As metas de nosso coração.

Só não nos enganemos:

Seremos sempre construções inacabadas pelo tempo,

Mas aperfeiçoadas pela mão do Arquiteto,

Deus, o Pai.

Resgate® - em 28 de julho de 2005


Te agradeço
Por todos os dias
Estender Sua mão,
Bondosa mão
Cheia de graça e compaixão
Para me trazer
De volta a você.

Um resgate de amor
Que só é possível
Pelo sangue vertido do Cristo na cruz,
Pois não mereço
Sou pecador...
Sou pecador...

Um resgate de amor
De um Pai que não desiste
Daquele que escolheu para si
Porque é isso que sinto:
Que fui escolhido,
Que sou do Senhor.

Isso não vai mudar,
Deus não me abandonará,
Mas eu necessito da Sua força
Para o pecado largar
E poder desfrutar
Da doce comunhão,
Da iluminada presença,
Do gostoso papo com o Pai
E ser vencedor
E ser mais que vencedor!

Um resgate de amor
Deus irá fazer
Basta você se reconhecer
Perdido, pecador,
Condenado à morte eterna.
Reconhecer que um só pode
Te livrar dessa condição:
Esse é Cristo.
E Ele te fará vencer.
Vencer!

Saudade® - em 07 de julho de 2005


Saudade

Dor que maltrata,

Que exala o perfume das lembranças

Doces e amargas,

Que ativa a máquina-do-tempo

E nos remete à presença

De queridos que se foram

Recrutados por Deus.


Como fazem falta!

Mas quão importantes serão

Para prosseguirmos na caminhada.

Seus valores e histórias,

Certamente transformam nossa visão de mundo

E nos permitem, hoje, refletir

Sobre a razão de viver.


Será que aproveitamos deles tudo que podíamos?

Pergunta que nunca calará.

Ecoa em nossos vazios.

Não se pode mexer nos ponteiros da vida

E recuperar oportunidades.


Os olhos agora miram adiante

E o coração, marcado por vidas e momentos,

Nos embala ao passado.

"Tudo que cala fala mais alto ao coração", diz a música.

Suas vozes cessam, mas suas vidas permanecem.

Legados para nossa geração.


Ainda podemos chorar com gosto

Dos dias que com eles estivemos

E devemos transmitir ao mundo

Dos tesouros que herdamos,

Dar novas linhas a essa história que segue.


A essa dor conhecida Saudade

Oremos a Deus que a transforme

Em certeza de grandiosos valores,

Lindo futuro e bênçãos sem medida.


(Em memória dos queridos que partiram, chamados para uma nova vida.)

Receita da Vida® - em 04 de julho de 2005


Dificuldades fazem parte de nosso dia-dia. Desafios provam nossa força, nossa fé. Sempre levam pedaços nossos, nos deixam à mercê de ventos de tristeza, desilusão. Roubam-nos, muitas vezes, a paz. Falsa paz que vivemos.
Sabe de uma coisa? Cada muro que temos de saltar dá um trabalhão. Coloca-nos em reflexão, em preparação. “Tenho condições?” Mas o que nos espera adiante é justamente a resposta para o nosso momento.
Quando nos acomodamos com nosso cotidiano, com nosso relacionamento morno com Deus, não queremos nem espiar por entre as frestas e vincos dos paredões que Ele nos apresenta. Recolhemos-nos e esperamos um sopro do próprio Deus que faça tudo cair por terra. Mas Deus e a vida requerem de nós atitude! Como é difícil.
Não basta apenas olhar pelo olho-mágico dos sonhos e promessas que Deus tem pra nós, que se encontram além-muro.
Não é só desejar. É agir! Nossa ação começa pela fé. Exercer esse dom divino em todo o tempo.
A obediência é fundamental e na Sua Palavra conhecemos a Sua vontade.
O papo com Deus é a coisa mais gostosa do mundo! Provar disso é extraordinário e é de graça! Pode ser feito a qualquer hora.
Pedir Sua orientação para vencer as provações é o ideal. Ninguém quer andar no escuro sabendo que tem a Luz sempre disponível, quer? Creio que não.
Deus também aponta para pequenos luzeiros no mundo: Seus filhos, nossos amigos, alguns mais chegados que um irmão. Pessoas dotadas de calor sobre-humano, de palavras, de atenção, de soluções impensadas para nossos tortuosos caminhos. São estes que, muitas vezes, nos dão aquele ‘pezinho’ para conseguirmos vislumbrar o que o outro lado do desafio nos reserva. Projetam-nos com gestos de apoio a voarmos sobre os imensos muros da vida agarrados e alimentados pela fé.
É... não é nada simples. A receita não vem pronta, não revela o que há entre o passo-a-passo, mas nos garante uma bela surpresa, algo certamente delicioso. Não queremos provar das delícias do Reino, das maravilhas do Pai? Tomemos, pois, dos instrumentos e dos ingredientes e façamos nossa parte! Deus conta com nossa motivação, com nossa entrega, com nossa ação!

Primeiros versos

Olá!

Chegou a minha vez de ter um blog.

A idéia de aqui ter lugar é divulgar textos e composições minhas, novidade descoberta há pouco mais de dois anos que se tornou paixão.
São primeiros passos, primeiros versos de alguém se descobrindo capaz de pensar, desejando se encontrar nesse mundo de palavra.

Espero que gostem.