Não vou dizer® - em 08 de Julho de 2006


Olha,
Não falo mais dela
Pois só me lembra você.

Há muito não a tinha.
Nos desencontramos.
Mas, agora que apareceu,
Já quero dela distância
Pois só me lembra você.

Não vou dizer o seu nome.
Me deixa quebrado, incompleto.
Inquieto, ansioso.
A malvada só me lembra você.

É aquela que faz doer o coração.
Traz à tona nossa canção.
Os dias que não queremos ver.

E eu nem queria falar dela
Pois só me lembra você.
Fazer o quê?

Seus olhos® - em 28 de Junho de 2006


Essas duas jóias
São fascinantes peças
Que conectam diferentes mundos.
Meus olhos, fanáticos, te perseguem.
Querem se aninhar
Seguros nos seus,
Encontrar o sol
Que lá no fundo brilha incessante
Na janela de sua alma.
Os seus correm dos meus
Tímidos e temerosos
De que os devorem.
Mas você dificulta,
Dona da meiguice.
Com seu sorriso,
Me corta, proíbe.
E, se ainda insisto,
Me cega, me deixa às escuras,
Distante do calor dos seus olhos.
Aventureiros são os meus.
Precisam dos seus bem de perto
Pra que eu me perca em você.
Pra que eu me ache em você.

Lua® - em 19 de Junho de 2006


Lua
Rua pura
De poeira cósmica.
Passeio dos olhos
Dos apaixonados.
Brilho que não pode ser roubado
Pelo mais ousado dos astronautas.
Alvo de dedicatórias.
Tão desejada pela noite
Quanto o mel pela criança.

Lua,
Vista pura
Em noite escura e nua,
És formosa
De qualquer quadrante.
És sempre cativante
Ao enfeitar o negro manto,
Seja qual fôr sua variante.

Lua cheia,
Minguante, crescente,
Nova.
Sempre nova.
Lua.