Prisioneiro® - em 26 de Março de 2008


Passou por aqui um prisioneiro.

Escolheu ser cativo do mundo.

Abraçou o engano, que atou-lhe os pés,

Roubou-lhe a perspectiva de céu.

Caminha em solidão.

Morre aos poucos em sequidão.


De seus grilhões pode se libertar.

Basta ouvir a sutil batida no coração

E não a negar.

Essa é palavra que renova a vida,

Esperança ecoada pela voz mansa

Que chama lá fora.

Deseja salvar, libertar.


Há outros incontáveis prisioneiros.

Por aqui hão de passar.

Dominados em suas correntes,

Quem a Verdade lhes soprará?