
Está tudo às avessas!
O sorriso sincero parece um dedo apontado na cara.
Os sentimentos são banalizados, desprezados.
E a vida, vendida tão barata.
O “bom dia” virou invasão de privacidade.
Respeitar é calar-se diante do outro.
E ai daquele que intentar o toque.
Mil julgamentos o condenarão.
O planeta habitado não esquenta. Congela.
As relações não se estreitam. Desfazem-se.
E a ninguém mais choca, comove.
A insensatez toma conta e a tudo desmonta.
Vive-se o avesso.
E os “ais” são ouvidos de longe.
Cada vez mais claros.
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