Passou por aqui um prisioneiro.
Escolheu ser cativo do mundo.
Abraçou o engano, que atou-lhe os pés,
Roubou-lhe a perspectiva de céu.
Caminha em solidão.
Morre aos poucos em sequidão.
De seus grilhões pode se libertar.
Basta ouvir a sutil batida no coração
E não a negar.
Essa é palavra que renova a vida,
Esperança ecoada pela voz mansa
Que chama lá fora.
Deseja salvar, libertar.
Há outros incontáveis prisioneiros.
Por aqui hão de passar.
Dominados em suas correntes,
Quem a Verdade lhes soprará?
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